A construção

Em baixo, a BV operacional: a empresa, o pessoal, os contratos — portanto o risco. Em cima, a holding pessoal: detém as quotas, recebe os lucros, guarda o que foi construído. Tu, em privado, deténs apenas as quotas da holding.

O motor fiscal

A operacional paga o imposto societário; o lucro líquido sobe depois como dividendo para a holding, isento graças à participation exemption desde 5% de participação. Ali o património fica a salvo do risco empresarial, pronto a investir. E na venda, a holding recebe o preço integral isento — a razão pela qual toda saída passa por aqui.

O olhar de Lisboa e de São Paulo

O leitor português reconhece a sua participation exemption doméstica — aqui com condições lineares e o limiar em 5%. Para o leitor brasileiro o contraste é maior: com a carga societária combinada por volta de 34% e a reforma que introduziu retenção sobre dividendos, uma camada europeia com lucros que circulam a 0% muda o desenho do grupo — com a substância como fundação.

Como se constrói

Holding e operacional passam num único ato notarial, com duas inscrições KVK de 85,15 €; os custos por camada em quanto custa uma BV, o ponto de partida em a BV holandesa.